quem é thaís campolina

Quando decidi criar um site de autora, loguei no WordPress sem imaginar que, somente nesse e-mail, eu tinha o histórico de mais três blogs.

Blogar fez parte da minha adolescência e início da vida adulta e, apesar de eu entender que isso também tem um fator geracional muito forte, agora vejo que meu interesse imenso nesse tipo de plataforma, texto e troca é anterior a isso: desde a infância, eu busquei ferramentas de expressão diferentes, mas o sentido de todas elas sempre foi a possibilidade de conexão e diálogo.

Para mim, escrever ou mesmo experimentar outras formas de expressão é algo que não existe sem o desejo de mostrar e comentar processos — ainda que essa minha relação seja vez ou outra tangenciada pela insegurança que sair de si pode envolver. Por isso, hoje promovo leituras em conjunto, medeio debates a partir delas, faço leituras críticas de obras e busco, cada vez mais, criar a partir desse desejo de expressão que busca o Outro para fazer sentido.

Sou formada em Direito, interessada principalmente na área de direito público, tendo uma atuação considerável em produção de conteúdo feminista e relacionado aos direitos humanos no todo. Nesse caso, vou bem além de textos, faço palestras, guio rodas de conversa e participo de eventos. Atualmente busco principalmente me firmar profissionalmente como escritora e leitora.

Minha atuação como escritora ainda é bem restrita ao mundo online, muito porque pra mim não faz sentido escrever sem mostrar meus processos. Estou online para fazer quem me acompanha não me conhecer apenas pelo produto final, mas também pelos testes, experimentações e afins.

Ninguém nasce pronto e em um mundo que valoriza tanto produtos finais praticamente perfeitos encarar o processo e exibi-lo é um lembrete de humanidade.

Escrever sobre si, especialmente nesse sentido de se vender como profissional, é um desafio e tanto pra maioria das pessoas, incluindo eu, especialmente quando a gente quer fazer isso buscando valorizar também o meio, tirá-lo do esconderijo colocando-o diretamente sob os holofotes da exposição, logo do julgamento.

O mundo quer saber somente dos bons resultados, não de como erramos, acertamos, desistimos, partimos para o plano B, voltamos atrás, exploramos algo novo, tentamos o caminho mais difícil, nos aventuramos, erramos mais ainda, somos rejeitados, nos sentimos abandonados, fazemos amigos e criamos, apesar de tudo, porque criar é bom, nos move, mexe com o que vem de dentro, promove o encontro e nos lembra que somos gente.


um resumo das minhas experiências

Faço pós-graduação em Escrita e Criação na Universidade de Fortaleza (Unifor) com término previsto para junho de 2022.

Sou uma das mediadoras do Leia Mulheres Divinópolis desde julho de 2019 e criei um clube de leituras online chamado Cidade Solitária em abril de 2020. Em ambos, faço mediação, curadoria e cuido das redes sociais do projeto in loco. No Cidade, também coordeno, organizo e administro, estando sempre atenta às novas tecnologias, como o Telegram, e ideias de encontros especiais voltados para a leitura e escrita, como o Miudezas Literárias.

Publiquei de maneira independente um conto avulso chamado “Maria Eduarda não precisa de uma tábua ouija” na Amazon em dezembro de 2020. 

Também redigi a orelha do livro “Do verbo corresponder e o que vem antes” de Amanda Magalhães e o prefácio do “Papéis” de Nina Rocha.

Fiz a leitura crítica de alguns livros, entre eles o “Do verbo corresponder e o que vem antes” de Amanda Magalhães e o “a história termina com um carro vazando óleo no fundo do lago de um pesque-pague abandonado” da Paula Gomes.

Faço parte do coletivo de poesia Zarafas com Erica Martinelli, Letícia Miranda, Fernanda Charret e Amanda Magalhães.

Atualmente colaboro com a Revista da Mormaço Editorial, com o portal Fazia Poesia e com o coletivo Escreviventes.

também destaco

Além de ter contribuído para as publicações Fale Com Elas, Mulheres Que Escrevem e Revista Subjetiva no Medium, sendo parte da equipe editorial da última por um ano, trabalhos meus já saíram em coletâneas físicas como a Revista Chama, a zine Goji Berry*, o primeiro volume do Contos Brasil, o 2º volume da antologia visual e poética Quem dera o sangue fosse só o da menstruação, a coletânea política “Não há nada mais parecido a um fascista do que um burguês assustado”, o livreto coletivo Jurema e a antologia Entre janelas vol. II. Vez ou outra, participo ou participei pontualmente de alguns sites e projetos, como o Delirium Nerd, Minas Nerds, Desvario e o Salto Quebrado. Também já tive dois textos republicados na Editar nº5, revista organizada por alunos de letras do CEFET-MG.

Em 2021, expus textos e colagens na primeira edição da Revista Rubiginosa e me tornei editora dessa publicação digital que busca dar maior visibilidade para trabalhos, em texto e imagem, de autoras mulheres. A Revista se encontra em pausa no momento, mas é possível conferir o Instagram dela para me ver como host de lives e conhecer artistas e escritoras incríveis.

Fora isso, vale destacar que uma das minhas histórias recebeu menção honrosa no 1º concurso de contos promovido pelo Leia Mulheres junto ao Sweek em 2017 e que tive dois contos selecionados como finalistas de um concurso dessa mesma plataforma em 2018

sobre direitos humanos e feminismo

Criei, administrei e escrevi durante anos nos projetos feministas Ativismo de Sofá, Mulheres Notáveis e Indiretas Feministas. Fora isso, fui uma das criadoras e organizadoras da Virada Feminista Online nos anos de 2016 e 2017. Seguindo essa linha, destaco a minha participação com um ensaio na obra “Pandemia e crises: percepções jurídicas e sociais”, organizada por Regina Alice Rodrigues Araujo Costa, Adrian Gabriel Serbim de Lima Fontes e Sérgio da Silva Pessoa em 2020, minha colaboração pontual como convidada do projeto Diversidade no Direito e as minhas atividades como palestrante em eventos como o encontro da Conferência de Assistência Social do Conselho das Mulheres de Cláudio em 2015, a Fenelivro de 2016 e o I Seminário de Psicologia, Direitos Humanos, Diversidade Sexual e Gênero em 2019, fora a atuação como mediadora numa atividade do CREAS e CRAS voltada para discussão de temas como machismo, violência, voz, escuta e silêncio na cidade de Itapecerica que aconteceu também em 2019.

*Goji Berry, obra organizada por Maíra Valério do Vulva Revolução, foi finalista do Prêmio Dente de Ouro categoria zine.

Observação: Muitos desses livros, zines e coletâneas citados podem ser comprados diretamente comigo. Interessados favor entrar em contato via thais_campolina@yahoo.com.br.