O ódio que nos habita

Ilustração minha. Descrição: dois homens e uma mulher com expressão raivosa e a palavra ódio escrita de diversos tamanhos nos espaços vazios.

Sentir medo e sentir vontade de se vingar é uma reação natural. A questão é que a gente não pode requerer que o Estado se vingue por nós. Esses sentimentos não podem pautar políticas estatais e nem serem usados para justificar a barbárie.

Eu entendo o medo que nos faz sentir essa vontade de se vingar e todo esse ódio, mas ele não deve servir de argumento para política pública. Eu também sinto medo e apesar de eu não gostar disso, eu tenho que reconhecer que encontro parte desse ódio em mim também, mas ele está aqui, escondidinho pela razão.

O ódio mora dentro de nós, a gente tem é que decidir se ele vai nos guiar ou não. Escolher negar a presença dele na gente é perigoso porque é ter certeza que tudo que a gente sente não o reproduz, o que é falso. Principalmente quando vivemos num tempo que o que nos faz “cidadão de bem” é só conseguir enxergar o ódio no Outro, jamais em si mesmo.


Publicado originalmente na minha página do Facebook.

Publicado por

Thaís Campolina

O que falta em tamanho sobra em atrevimento. Isso foi dito sobre um galinho garnisé numa revista Globo Rural dos anos 80, mas também serve pra mim.

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