21 livros para ler em 2021

Ler para mim sempre foi um prazer e por muito tempo eu não tive o hábito de anotar e contabilizar o que eu lia, criar metas ou qualquer coisa do tipo. Meus hábitos de leitura sempre foram freestyle e eu gostava disso, mas a vida foi acontecendo, as redes sociais foram se firmando na minha vida como um meio de conexão e troca, e aos poucos fui sentindo a necessidade de anotar o que eu leio e, mais recentemente, o que compro ou ganho. O que não significa o fim do freestyle, que fique claro. Seguirei sendo aleatória, como sempre fui, lendo sem parar quando dá na telha, enquanto também passo duas semanas ou mais sem tocar num livro fazendo outras coisas, mas agora serei uma aleatória com um pouco mais de foco frente a minha estante. (Vocês não fazem ideia do quanto eu demoro para escolher uma leitura!)

Com a criação, organização e mediação do Clube Cidade Solitária junto a responsabilidade de guiar e mediar o Leia Mulheres Divinópolis, passei a sentir uma maior necessidade de planejamento de leituras, por motivos financeiros até. É importante priorizar os livros que já tenho em casa, né? Agora, pela primeira vez na vida, vou criar uma meta literária e, ainda por cima, vou fazer isso de maneira pública. Mas, já aviso, essa lista é mais sobre sugestões e prioridades de leitura do que qualquer coisa, viu? Não vou encará-la como uma obrigação ou qualquer coisa parecida, até porque os clubes que medio é que mandam em mim de verdade. É bem possível, inclusive, que vários listados aqui acabem ficando para o ano que vem e, se isso acontecer, tudo bem.

Bora pra lista?

1 – O diálogoLuizza Milczanowski

2 – Sabendo que és minhaFabrina Martinez

3 – Homens que nunca conheciMaíra Valério

4 – Por favor, cuide de mamãeShin Kyung-Sook

5 – Tornar-se palestinaLina Meruane

6 – Verdades além do túmuloCaitlin Doughty

7 – Relatos de um gato viajanteHiro Arikawa

8 – Flor de gumeMonique Malcher

9 – Flores para AlgernonDaniel Keyes

10 – A autobiografia da minha mãeJamaica Kincard

11 – Garota, mulher, outrasBernardine Evaristo

12 – De duas, umaDaniel Sada

13 – Pedro PáramoJuan Rulfo

14 – A FúriaSilvina Ocampo

15 – Quarenta diasMaria Valéria Rezende

16 – Cidadã de segunda classeBuchi Emecheta

17 – Água de BarrelaEliana Alves Cruz

18 – O alegre canto da perdizPaulina Chiziane

19 – Dicionário Agatha Christie de venenosKathryn Harkup

20 – Herdeiras do marMary Lynn Bracht

21 – Insubmissas lágrimas de mulheresConceição Evaristo

Não coloquei nessa lista nenhum dos livros previstos para o Clube Cidade Solitária, porque a prévia deles já foi listada no perfil do clubinho. Como imagino que muitos de vocês talvez queiram saber quais são eles, até para poder se programar para ler, deixarei o link para os dois posts que anunciam os spoilers de 2021 aqui e aqui. Os encontros do “Um defeito de cor” da Ana Maria Gonçalves” e do “Torto Arado” do Itamar Vieira Junior já tem datas marcadas, viu?

Observação: também deixei de fora dessa lista livros de poesia, porque prefiro lê-los bem livremente, sem obrigação inclusive de seguir a ordem dos poemas ou ter data pra terminar. Sei que quero ler pela primeira vez e/ou continuar lendo Wislawa Szymborska, Francisco Mallmann, Ana Elisa Ribeiro, Alejandra Pizarnik, Gabriela Mistral, Ana Martins Marques, Anna Clara de Vitto, Jarid Arraes, Pilar Bu, Cecília Pavon, Angélica Freitas, Emily Dickinson, Adélia Prado, Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade, Primo Levi, Yasmin Nigri, Marília Garcia, Adília Lopes, Audre Lorde, Mel Duarte, Lubi Prates e Nina Rizzi.

Prêmio Thaís Campolina de Literatura de 2020

ou simplesmente Melhores Leituras de 2020

Eu não sei escolher preferidos, como eu já comentei numa crônica esquisita que postei por aqui e no Medium em algum momento no ano passado, mas eu resolvi tentar.

Nessa aventura de tentar encarar minhas leituras com um olhar avaliativo, deixei me iludir com a ideia de que a restrição temporal ajudaria. (Não ajudou.) Terminei a seleção com muito custo e uma lista com mais de 20 livros tendo lido 69 títulos e gostado muito de quase todas as leituras que fiz esse ano.*

Numa tentativa de preservar meus princípios, decidi que, em vez de tentar enxugar o gelo cortando obras que não quero cortar de jeito nenhum só pra caber em um número menos exagerado, eu simplesmente vou apresentar meus favoritos por categorias.

(Isso não significa que eu não tenha criado categorias específicas só pra poder colocar algum dos livros que eu queria indicar, mas não sabia como, porque a lista não podia aumentar ainda mais ou que nas categorias desse prêmio não cabem livros já citados em outras).

Bora pra lista?

Melhor livro de contos: Coração azedo – Jenny Zhang

Melhor conto avulso: A loteria – Shirley Jackson

Melhor livro de poesia: Para o meu coração num domingo – Wislawa Szymborska

Melhor best-seller: A Casa dos espíritos – Isabel Allende

Melhor clássico: Água Funda – Ruth Guimarães

Melhor livro feminista: Mulheres, raça e classe – Angela Davis

Melhor HQ: Fun home – Alison Bechdel

Melhor livro com animal antropomorfizado: O diário de Edward, o Hamster – Mirian e Ezra Elia

O mais fofo: Soppy – Philippa Rice

3 livros que não consegui parar de ler:

Solução de dois estados – Michel Laub

Pequenos incêndios em toda parte – Celeste Ng

Fique comigo – Ayòbámi Adébáyò

Li numa sentada e amei: Se deus me chamar não vou – Mariana Salomão Carrara

Li e depois emprestei pra todo mundo: Os sete maridos de Evelyn Hugo – Taylor Jenkins Reid

Melhor livro desconfortável: A vida mentirosa dos adultos – Elena Ferrante

Melhor livro de memórias: Afetos Ferozes – Vivian Gornick

Melhor livro de não ficção: A mulher de pés descalços – Scholastique Mukasonga

Melhor releitura: A Cidade Solitária – Olivia Laing

Melhor livro de ensaios: Falso Espelho – Jia Tolentino

Melhor surpresa: O amigo – Sigrid Nunez

Se chorei e se sofri, o que vale é a força do livro que li: Bem-vindos ao paraíso – Nicole Dennis-Benn

Melhor descoberta poética: Cecilia Pavón

Quero ler mais de: Patrícia Melo, autora do “O matador”, Eliane Alves Cruz, autora de “O Crime do Cais do Valongo”, e Dany Laferriere, autor do “País sem chapéu”

* A única leitura que eu realmente não gostei foi a que fiz do “Descobri que estava morto” do J. P. Cuenca. A premissa do livro é excelente, inclusive a maneira que ele aborda a cidade e o clima de investigação, mas a narração é tão machocentrada, chata e arrogante que não rolou. Não rolou mesmo. Ainda assim, vale o lembrete que o autor está sendo perseguido judicialmente por fanáticos religiosos por causa de um tweet de protesto e tem a minha solidariedade.

10 livros e alguns contos para ler a partir do Kindle Unlimited

Acervo Pessoal

Tenho visto muita gente pedindo dicas de livros disponíveis no Kindle Unlimited ultimamente, assinando o serviço pela primeira vez ou perguntando se o catálogo disponível vale ou não a pena. Por isso, decidi montar uma listinha com algumas dicas que podem ajudar os assinantes ou possíveis assinantes a aproveitarem melhor o que o K.U. tem a oferecer.

A primeira e mais importante recomendação é lembrar vocês, leitores, que os títulos do catálogo do Kindle Unlimited podem mudar a qualquer momento. O que, por óbvio, pode tornar as obras aqui listadas obsoletas nesse sentido mais cedo ou mais tarde. Por isso, além de recomendar títulos específicos, tentei comentar também um pouco sobre os livros e contos que podem ser adquiridos por fora da assinatura.

Antes de conferir a lista, lembre-se que explorar e sair da sua zona de conforto literária também pode ser muito interessante e a facilidade para se fazer isso a partir do K.U. é uma de suas maiores vantagens.

O peso do Pássaro Morto — Aline Bei

Esse romance em verso narrado em primeira pessoa por uma mulher durante diferentes idades foi premiado pelo Prêmio São Paulo de Literatura em 2018. Sensível, impactante e de certa forma violento, o livro mexe com o leitor de maneira profunda ao falar sobre as perdas que podem acontecer na vida de uma mulher. Leia minha resenha completa aqui.

Entre rinhas de cachorro e porcos abatidos — Ana Paula Maia

Ana Paula Maia é uma das escritoras brasileiras mais originais da atualidade. Com histórias que abordam temas como violência, sangue, morte e sobrevivência, ela produz uma literatura marcante e de alta qualidade. A originalidade desse mundo criado pela autora se repete em diversos de seus livros, assim como o personagem Edgar Wilson. Além do título já citado, os livros “Carvão Animal” e “De gados e homens” também estão disponíveis no serviço.

Se deus me chamar não vou — Mariana Salomão Carrara

Assim como o livro “O peso do Pássaro Morto”, esse romance publicado pela Editora Nós, também é narrado pela protagonista e também aborda com uma delicadeza tremenda questões que permeiam a existência, especialmente a feminina. Mas, diferente do livro da Aline Bei, “Se deus me chamar não vou” é escrito inteiramente por uma criança de onze anos, fala também sobre escrita e aborda o tema da família de um jeito muito atual. Solidão, insegurança e relações familiares e escolares são o foco dessa obra.

Asco: Thomas Bernhard em San Salvador — Horacio Castellanos Moya

El Salvador sob a ótica de um homem que odeia esse país, odeia militares e odeia quase todas as outras coisas que existem. É intenso, incômodo e diz muito sobre a América Latina. Além de ser também uma forma de paródia literária. O personagem do livro tem todo um discurso inflamado, às vezes verdadeiro, às vezes cruel, às vezes até elitista. A leitura é bem interessante, porque você entende alguns incômodos do personagem, enquanto o considera um insuportável. Bem escrito e provocativo, a obra nos ajuda a pensar sobre a força do militarismo e do discurso meritocrático na região. (Tradução: Antônio Xerxenesky).

Costuras para fora — Ana Squilanti

Também da Editora Nós, esse livro fala da complexidade das relações humanas, das cicatrizes que carregamos e como a vida é feita de costuras, suturas e questões que surgem nos momentos mais banais. “Costuras para fora” reúne vinte contos que parecem fazer a gente perceber o quanto a certeza não faz parte da vida. Um dos trunfos do livro é a presença de vários personagens não heterossexuais e histórias que exploram questões comuns com uma atenção especial.

A autora, estreante, foi uma das selecionadas pela 1ª Edição do Edital de Publicação de Livros para Estreantes da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

Resenha completa aqui.

Múltipla escolha — Alejandro Zambra

Uma das obras mais interessantes do aclamado escritor chileno Alejandro Zambra, “Múltipla escolha” é um livro estruturado como se fosse um vestibular, no caso um vestibular específico aplicado de 1966 a 2002 aos candidatos a vagas em universidades no Chile. O formato curioso é ousado, mas isso não ocasiona qualquer perda na qualidade do texto literário. Ainda que tenha passagens marcadas por um certo humor, questões sociais, éticas e morais permeiam todo o texto. Questões relacionadas ao passado ditatorial do país, críticas ao mundo desigual e ao formato da educação tradicional ser limitante e talvez até autoritária são alguns dos pontos abordados pelo livro. Assim como o Asco, essa obra também dialoga bastante com a América Latina no todo. (Tradução: Miguel Del Castillo).

Ninguém vai lembrar de mim — Gabriela Soutello

Também contemplada pela 1ª Edição do Edital de Publicação de Livros para Estreantes da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, Gabriela Soutello apresenta, pela editora Pólen e selo Ferina, uma obra híbrida e cheia de ritmo, que reúne contos sobre solidão e relações entre mulheres formando, para muitos, um único universo.

Digo eu te amo para todos que me fodem bem — Seane Melo

Essa é uma dica especial para quem gosta de acompanhar os contos da Seane Melo aqui no Medium. Essa é uma obra interessante para quem curte explorar histórias que falam sobre sexo e relacionamentos em um tom moderno e realista. Como leitora, posso afirmar que apesar de não ser bem a minha zona de conforto literária, gostei bastante do humor e do uso de elementos da contemporaneidade. Conheça mais sobre a editora Quintal aqui.

Mr. Dalloway — Virginia Woolf

Considerado um dos 100 melhores livros de todos os tempos pelo The Guardian em maio de 2002 e listado posteriormente pela Time de outubro de 2005 como um dos 100 melhores livros em inglês escritos desde 1923, Mrs. Dalloway tem uma versão disponível no catálogo. Com tradução de Denise Bottmann, você pode conhecer os pensamentos de Clarissa, uma socialite ficcional que vive na Inglaterra pós-Primeira Guerra Mundial.

O matador — Patrícia Melo

Como um matador de aluguel se cria? Patrícia Melo, que fala bastante de violência, poder, desigualdade, ódio e masculinidade, nos conta nessa obra de ficção que tanto dialoga com a realidade.


Além de livros completos, há muitos contos avulsos no Kindle Unlimited. Durante minhas assinaturas, tentei ler algumas obras de autores nacionais para conhecer trabalhos de escritores contemporâneos que se lançaram de forma independente a partir da ferramenta de autopublicação da Amazon. Segue então algumas dicas:

Contos de Olívia Pilar

Olívia Pilar foi um dos meus achados preferidos. Para quem gosta de histórias de amor com toques cotidianos e se liga em questões como representatividade de pessoas negras e sáficas, recomendo. Entre estantes foi minha história preferida, mas Pétala e Dia de Domingo também valem a pena.

Contos de Clara Madrigano

Os melhores contos soltos que li na plataforma foram os da Clara, provavelmente porque as temáticas que ela aborda são as mais próximas do meu gosto padrão para leituras rápidas. A autora é ótima para criar suspense e é capaz de formular histórias muito incômodas mesmo usando poucas páginas. Dela recomendo Dodge, que é o meu preferido, e o Boneca.

A noite tem mil olhos — Alec Silva

Nesse conto, o Nordeste não faz mais parte do Brasil e coisas estranhas acontecem. O fantástico nessa história não aparece no formato de sempre. Quem gosta do filme Bacurau provavelmente vai gostar dessa história. Como é um conto curto, parece a introdução de um universo ficcional mais amplo, mas funciona bem sozinho.

Mesmo que eu vá embora — Lethycia Dias

Assim como Olívia Pilar, Lethycia oferece uma história fofa e curta sobre amor entre mulheres. Leitura fluida, rápida, leve e bem jovem. Um dos trunfos do livro é a maneira que ela aborda a questão da internet como um meio de conhecer pessoas e fazer amigos.

Raízes de fogo — Carol Vidal

Raízes de fogo, de Carol Vidal, é sobre a importância de voltar às origens, tirar certas narrativas da invisibilidade e assim achar seu espaço no mundo. Um dos trunfos do conto é que seu enredo acontece no norte do Brasil e a fantasia que o envolve fala de magia, museus, retorno às heranças ancestrais e investigação de artefatos de povos originários. Resenha aqui.


Depois do texto já construído e estruturado, me lembrei de algumas outras obras que li fora da assinatura do Kindle Unlimited, mas que depois descobri que também estão disponíveis no serviço:

Dica extra para fãs de não-ficção!

Alguns ensaios que fazem parte do livro Mulheres, raça e classe” da Angela Davis, com tradução da Heci Regina Candiani, estão disponíveis para os assinantes do serviço: “Racismo no movimento sufragista feminino”, “Educação e libertação: a perspectiva das mulheres negras” e “Estupro, racismo e o mito do estuprador negro” são eles.

Dica extra para fãs de livros que exploram muito a linguagem!

Desesterro da Sheyla Smanioto venceu o Prêmio SESC de Literatura na categoria Romance em 2015. Esse é um livro cheio de cenas que parecem misturar sonhos e memórias, vozes e mulheres, tudo construído com um certo lirismo que torna a obra interessantíssima. O livro também aborda a sobrevivência e a morte na pobreza e como a miséria afeta as mulheres. Além de ser uma obra escrita de uma maneira que faz o leitor ficar perdido no tempo/espaço, o que parece indicar repetição, memória e sonho.

Dica extra para fãs de livros que falam de memória, solidão e cotidiano!

Mar Azul da Paloma Vidal é um livro que trabalha temas como amizade, saudade, conexão, morte do pai, estar e não estar, solidão e memória a partir do cotidiano de uma mulher já idosa que agora vive em terra estrangeira. Esse é um livro que li numa era pré-Kindle e amei tanto que assim que descobri que ele estava disponível também para os assinantes do KU, tive que vir adicionar a dica na lista.

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Coisas para não fazer durante uma quarentena

talvez listas poéticas

Eduard Militaru — Unsplash

deixar a louça acumular

ir ao supermercado sem lista

esquecer de comprar verdura batata feijão arroz macarrão

e chocolatinho porque a vontade sempre vem

ouvir o presidente

sair de casa

lembrar da vida lá fora

esquecer da vida lá fora

deixar escapar pela janela a vontade de sonhar e ter pesadelos no lugar

se tornar planta

porque planta precisa de sol e dessa janela quase nenhuma luz entra nessa época do ano

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