Farelo de pão

Fotografia tirada por mim nas ruas de Belo Horizonte.

sinto o meu amor próprio
como farelo de pão

ainda em miúdos,
mas com o poder de se espalhar
e tomar tudo

ainda em pedaços,
mas sabendo que é parte
de um todo que foi despedaçado

ainda alimento,
mesmo que não seja sustento

ainda incômodo,
sobretudo para quem se acostumou
a me ver contida
em uma caixinha
de auto ódio


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sou dessa laia

sou da laia das mulheres odiosas
das que levantam a saia quando querem
e se metem onde não devem

sou da laia das que racham o silêncio
e não engolem palavras afiadas
nem respostas
nem histórias

sou da laia das tagarelas, matracas, faladeiras
das que não subestimam seus desejos
e enchem a boca para dizer sim e não

sou dessas com quem nem o diabo pode
da laia das degeneradas, corrompidas, decadentes,
menos mulher por achar que é gente

Se você gostou desse texto, deixe um comentário, compartilhe com seus amigos e me acompanhe pelo Medium, Facebook, Twitter, Sweek, Wattpad, Tinyletter e Instagram. Essa poesia foi originalmente publicada no portal Fazia Poesia em uma parceria feita por eles com a publicação Fale Com Elas. 

Tomate

Ilustração minha. Descrição: vários tomates feitos de canetinha soltos pela página.

Não sou suave, sou pesada e mais densa que a água.

Nas profundezas, eu habito. Aqui rio, canto, choro, vivo, amo e morro, enquanto mergulho num líquido que mais parece um molho.

Viajo no escuro, entre o medo e a coragem e sentindo gosto de tomate.


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